Incentivos para CEOs — Não é quanto você paga, mas como
Este artigo clássico de Michael Jensen e Kevin J. Murphy publicado na Harvard Business review revolucionou a discussão sobre a remuneração de executivos. Os autores defendem que o nível salarial dos CEOs importa menos do que a forma como esse dinheiro é estruturado.
A principal tese dos autores é que executivos de grandes empresas são frequentemente remunerados como burocratas, recebendo salários e bônus pouco sensíveis aos resultados que geram para os acionistas. Segundo os autores, esse modelo reduz os incentivos para a criação de valor e contribui para decisões gerenciais menos eficientes.
Com base em uma ampla análise de dados envolvendo milhares de CEOs ao longo de cinco décadas, Jensen e Murphy demonstram que, em média, a remuneração dos executivos varia muito pouco em resposta às mudanças no desempenho da empresa. Os autores defendem que sistemas de remuneração deveriam estabelecer uma conexão muito mais forte entre a riqueza dos executivos e o valor criado para os acionistas, principalmente por meio de participação acionária e incentivos de longo prazo.
Melhorar os incentivos provavelmente significaria, em muitos casos, pagar executivos ainda mais.
Em suma, os autores defendem que conselhos de administração fortaleçam os incentivos de longo prazo, adotando mecanismos que mantenham os executivos comprometidos com a criação de valor para os acionistas, mesmo que isso implique uma remuneração total mais elevada.
Você pode acessar o artigo original diretamente pela Harvard Business Review e o artigo completo através do Scispace.
Jensen, M. C., & Murphy, K. J. (1990). CEO incentives—It’s not how much you pay, but how. Harvard business review, 68(3), 138-153.