Pacotes de remuneração que realmente impulsionam o desempenho
O artigo "Compensation Packages That Actually Drive Performance" (2021), publicado por Boris Groysberg, Sarah Abbott, Michael R. Marino e Metin Aksoy na Harvard Business Review, analisa como os conselhos de administração podem desenhar planos de remuneração de executivos que realmente gerem resultados e alinhem os interesses dos líderes à estratégia de longo prazo da empresa.
Os autores detalham que os comitês de remuneração precisam equilibrar de forma customizada quatro dimensões principais:
Fixo vs. Variável: Definir o percentual do salário base (segurança) em relação aos bônus atrelados a metas (risco e recompensa).
Curto Prazo vs. Longo Prazo: Equilibrar incentivos anuais (foco em eficiência imediata) com incentivos de longo prazo, geralmente de 3 a 5 anos (foco em crescimento sustentável).
Dinheiro (Cash) vs. Ações (Equity): Decidir o pagamento em liquidez imediata contra instrumentos patrimoniais (como stock options ou ações restritas) que transformam o executivo em "sócio".
Coletivo vs. Individual: Dosar as recompensas baseadas na performance global da organização versus métricas específicas da unidade de negócio ou do indivíduo.
Os autores concluem que, quando bem desenhada, a remuneração direciona o comportamento dos executivos, fortalece o engajamento e contribui para melhores resultados. Quando mal estruturada, pode gerar desmotivação, perda de talentos, objetivos conflitantes e destruição de valor para os acionistas. Por isso, os autores defendem que o desenho da remuneração executiva deve ser tratado como uma decisão estratégica dos conselhos de administração, e não apenas como uma questão de definição salarial.
Você pode ler o artigo na íntegra aqui: https://hbr.org/2021/01/compensation-packages-that-actually-drive-performance
Groysberg, B., Abbott, S., Marino, M. R., & Aksoy, M. (2021). Compensation packages that actually drive performance. Harvard Business Review, 99(1), 102-111